segunda-feira, 21 de maio de 2018

Você sabia?!


Crie a história e desenvolva o tema sob a ótica espírita


Livro em estudo: Grilhões Partidos - B021 – Capítulo 14 – Novas diretrizes, Segunda parte


Livro em estudo: Grilhões Partidos – Editora LEAL - 1974
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco

B021 – Capítulo 14 – Novas diretrizes, Segunda parte

Capítulo 14
Novas Diretrizes

Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de terceiros. Necessário se torna este socorro, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque nesse caso o paciente não raro perde a vontade e o livre arbítrio.” “A GÊNESE” — Capítulo 14º — Item 46.
Graças à orientação salutar do Cel. Epaminondas Sobreira, através de oportunos esclarecimentos e leituras bem sugeridas, ampliavam-se os horizontes do matrimônio Santamaria, que descobria na Codificação Kardequiana uma fonte inexaurível de iluminação e conforto espiritual. A instâncias do amigo dedicado, o pai de Ester aquiesceu abrir a mente ao estudo sistemático do Espiritismo, inaugurando o Culto do Evangelho no Lar, como passo inicial para novos cometimentos, face à decisão de utilizar a terapêutica espírita, no doloroso processo em que se debatia a enferma querida.
Desse modo, acertou-se a programação adequada que consistiria no encontro semanal, em dia e hora adrede marcados para comentários edificantes em família à luz libertadora dos ensinos de Jesus. D. Margarida, a seu turno, desde o momento em que recebera os esclarecimentos dos Sobreiras, passou a registrar no íntimo ignotas emoções. Da angústia e perplexidade em que se debatia semivencida, passou a singular estado de esperança e otimismo, qual se o espírito dorido antecipasse, precognitivamente, alegrias a que já se desacostumara. Motivada pelas palestras relevantes e face à inauguração do programa evangélico, na intimidade doméstica, deu aspecto festivo ao lar, desde há muito mergulhado em sombras de funesta aflição. Providenciou vasos guardados e arranjos florais, removendo armários em busca de valiosa toalha bordada com que adornou a mesa da sala de refeições, reaberta especialmente para a ocasião, sem ocultar a expectativa ditosa.
Graças ao novo estado da alma, hauria energias vitalizadoras que lhe dispensava o seu Espírito-Guia, igualmente felicitado pelas perspectivas em delineamento na família.
Às 19:30 horas chegaram os Sobreiras, que se faziam acompanhar do Tenente-Coronel Joel e mais três amigos, que apresentaram, bondosamente, aos gentis anfitriões.
— Rogo desculpas — apressou-se, justificando-se, o Coronel Epaminondas — por haver ampliado o convite para o encontro desta noite, a queridos confrades do nosso círculo de fé, do “Francisco de Assis”, igualmente interessados na recuperação de Ester.
— Não há por que apresentar explicações — assentiu, cortês, o Cel. Santamaria — uma vez que esta casa é perfeita continuação do seu lar, que hoje se honra em receber tão gratas personagens.
— Apresento-lhe, caro Constâncio — prosseguiu o visitante —o dr. E senhora Gilvan de Albuquerque, abnegado médico, residente em Botafogo, bem assim a sua tutelada Rosângela, que é auxiliar de Enfermagem, no Sanatório da Praia Vermelha...
O anfitrião não pôde ocultar a surpresa, defrontando Rosângela. Pela mente reviveu a cena desagradável em que fora protagonista infeliz, quando a jovem o buscara com manifesta simpatia pela filha. Parecia que os Céus apresentavam-lhe ensejo ditoso de reparar o procedimento a que se deixara conduzir pela animosidade gratuita que mantinha em relação ao Espiritismo.
Demonstrando satisfação ante a chegada de novos amigos, elucidou, sincero:
— Hoje o Senhor penetra realmente no meu lar, porquanto me confere o ensejo de desculpar-me com a senhorita pela indelicadeza e incivilidade com que a tratei noutra oportunidade, aqui mesmo... Sua religião, de fato, é pauta de nobre conduta, promovendo-a ao perdão espontâneo, conforme o atesta, retornando a esta casa que, doravante, é também sua.
A voz traía-lhe a emoção.
— Sou eu quem vos roga perdão, senhor Coronel — acudiu a jovem embaraçada — pela forma como agi, extemporânea, desajeitadamente.
Apertaram-se as mãos, fraternalmente, enquanto dona Margarida os convidava a todos adentrarem-se, tomando assentos confortáveis para a conversação.
A palestra generalizou-se, cordial e franca, agradável e edificante sobre assuntos vários e rápidos.
Às 20:00, delicadamente, o Cel. Sobreira solicitou permissão para dar início ao labor a que se propunha, sendo convidado bem como os demais pelo dono da casa, à sala de refeições onde tomaram lugar.
O prestimoso amigo trouxera consigo um exemplar de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, cujo volume deixava perceber as iniludíveis marcas do demorado e contínuo uso, pelo trabalhador fiel do Cristo que nele mergulhava o pensamento em constantes e emocionadas reflexões luminíferas.
Convidado à oração, o médium Joel, visivelmente emocionado, exorou as bênçãos divinas para o grupo e em particular para aquele lar, incluindo a alienada distante, cujo nome, enunciado com carinho, produziu impacto forte nos genitores ora contritos. A emoção generalizada e sob controle de cada um traduzia as intenções superiores que a todos sustentavam, no empreendimento cristão em começo.
O ambiente, a pouco e pouco, semelhando-se às primitivas células cristãs, impregnou-se de vibrações saturadas de paz que penetrava almas e corações, irmanando-os todos em fortes vínculos de afeto espiritual.

QUESTÕES PARA ESTUDO

1 – Graças às orientações do Coronel Sobreira, o amigo, Coronel Santamaria, e esposa instituíram o Culto do Evangelho no Lar. Já no dia de inaugurarem as atividades, o casal Santamaria já experimentava esquecidas emoções superiores. Por quê?

2 – De que modo o Culto do Evangelho no Lar poderia auxiliar no tratamento de desobsessão da filha Ester e na transformação da família Santamaria?

3 – Rosângela, a enfermeira que havia se interessado pelo caso Ester na clínica em que ela estava internada, reaparecera na casa da família Santamaria. Como havia sido sua primeira visita àquela casa? E qual foi a nova atitudes do coronel Santamaria?

Bom estudo a todos!!
 Equipe Manoel Philomeno

Superando Desafios - Programa 029

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